Conheça a verdadeira origem do Wing Chun, revisada e estudada, pelos curadores e criadores do Ving Tsun Museum, Benny Meng e Richard Loewenhagen, e ensinada no Brasil pela SBA-Shaolin Boxing Association e Sifu Alex Magnos.
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- Este Artigo tem como referência: http://www.wingchunce.org/passado_wck.php
Shaolin Boxing Assiciation (Sifu Alex Magnos)- http://www.wingchunce.org
Ving Tsun Museum - http://vtm-dlp.com/
A tradição Oral nos fala sobre a Monja Ng Mui, perseguida após o incêndio do Templo Shaolin do Norte, fugindo da temível revolução perpetuada pela dinastia Qing e que essa mesma monja, uma vez vivendo escondida nas terras do sul, ensinou o estilo Kung Fu Wing Chun para uma jovem chamada Yin Wing Chun defender-se de um rufião que queria desposá-la. De fato, esta lenda surgiu como forma de proteção dos revolucionários para despistar a Dinastia Qing que perseguia os artistas marciais simpatizantes dos Ming, temendo-os rebelar-se. Trata-se de um bonito mito, mas a evidência mais forte é que a história não é essa, visto que os monastérios dificilmente aceitavam mulheres em meio ao ambiente de celibato.
Pesquisas recentes feitas pelos Sifus Benny Meng e por Richard Loewenhagen, curadores do Ving Tsun Museum, dão conta de uma história factual provinda através do cruzamento de dados e documentos, onde há provas que o significado de Wing Chun, Eterna Primavera, é na verdade uma expressão que remete ao renascimento da Dinastia Ming, mantenedora do Templo Shaolin Do Sul, na luta contra os Quing e nada tem haver com a aprendiz da Monja, Yim Wing Chun, que talvez nem tenha existido. Aliás, o verbo Yim, em Chinês, siginifica ser discreto ou manter segredo, o que era necessário aos revolucionários para ocultar a origem do sistema dos perseguidores e proteger seus praticantes de represálias.
Quando estudaram a origem do Wing Chun, Benny Meng e seus irmãos Kung Fu, descobriram dois nomes importantes, o primeiro Chun Ming, monge sobrevivente da revolução Qing e um dos fundadores da Família Ming, que buscou proteção nos templos Shaolin e absorveu muitas das avançadas técnicas de luta dos monges. A sua luta contra os Qing, levou ao incêndio do templo Shaolin, como represália.
O segundo nome importante é Da Jung, de nome real e origens ocultas, mas de passado claro: Foi militar dos Ming na região do Norte e fugiu para o Templo do Sul quando a dinastia Qing subiu ao poder. Foi ele que, uma vez instalado no monastério, priorizou o ensino do Kung Fu entre os monges, visto que era um Jou Si, ou primeiro mestre, a pessoa responsável por repassar enormes conhhecimentos ao Templo Shaolin Do Sul. Nesse interim, criou também a sociedade secreta anto-Qing (cujo objetivo era expulsar os Qing do poder) chamada Budista Hung Mun, cuja função era interligar as ações do templo Shaolin Norte com o templo Shaolin Sul. Sub-sociedades simpatizantes foram criadas, duas delas foram Hung Fa Wui e Tien Dei Wui. Muitas sociedades foram inspiradas nelas, e dessa inspiração nasceram as conhecidas Triades, Gua Lo Wui e Dei Dou Wui.
No ambiente do templo Shaolin anti-Qing liderado por Da Jung, dois grandes mestres apareceram: Yat Chun Dai Si e seu Discípulo, Cheung Ng, considerados criadores do sistema Wing Chun. Especula-se que Cheung Ng seja na verdade o mítico Taan Sau Ng (nome de famosa técnica do Wing Chun) que fugiu para a província de Guangdong, após o incêndio do Templo do Sul, onde fundou a Companhia de Ópera do Barco Vermelho e utilizou sua cultura superior para disfaçar-se dos perseguidores Qing. A lenda da Monja chega até os juncos vermelhos, onde então temos o encontro da versão mítica com a real sobre a difusão do Wing Chun.
Para saber mais, você pode ler o artigo de Benny Meng, traduzido pelo Sifu Alex Magnos, disponível em: http://www.wingchunce.org/passado_wck.php
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